segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Juventude


Juventude passou por mim.
Passou, passou.
Desviou deste corpo meu que tão logo envelheceu.
Juventude, por onde andou?
Se em mim consente o gosto de quem nunca amou.
Parece fajuto e até um pouco bruto este tudo em mim.
E o mundo vazio me parece, com este adeus e o eco que em mim padece.
Juventude, encontrarei-te um dia?
Ou me escaparás como de hábito?
Te abraço apertado, mas parece que em mim nunca esteve.
Me deixaste perdida, sem saber quem sou
e este oceano de lágrimas é o que me restou.
Juventude, me dói ser a única a não pertence-la.
Aos amores e encantos escapar, à amizade nem mesmo chegar.
Entardeceu cedo em mim.
Aonde estarás?

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