quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Madrugada.
Chove fraco lá fora, tempesteia aqui dentro.
Meu mundo parece um equívoco, um deslize dos céus.
Há de haver um significado, mas deve ter sido esquecido.
Porque este viver não me parece caber e só me faz sofrer.
Explicação há de ter pra tanto pranto assim.
Existe uma repetição necessária e dolorosa de acontecimentos.
Minha juventude corporal não se iguala à minha mente.
É fato minha existência.
Sei quando e onde nasci mas nunca nem um pouco entendi.
Soa tão muda a minha voz, se vê tão invisível minha presença
que já me acostumei com a ausência de respostas.
Me estampa no rosto o cansaço crônico.
Não tem exatidão pra isto, faz parte de minha instabilidade.
Este desentendimento cerca a extensão do universo.
Sou vista com erratidão, disso sei.
Mas não sei e não entendo tanta vida, tanto vão.

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