quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Trezentos e sessenta e cinco dias.
Os felizes são curtos, os tristes são longos.
Longo é o tempo que eu espero. Espero desde que nasci por algo que ainda não sei dizer.
Parece que me deram o caminho, mas não sei para onde ir.
Tenho o eterno sentimento de perda, de saudade que me cai como gula.
São estas teorias inacabáveis, esta imprecisão do que querem e esta falta de entendimento, pois nem se quer há questionamento.
A palidez de meu semblante e de minhas poucas palavras talvez esconda por frações de segundos este enorme caos interior. Mas logo exclama em meu olhar a ferida.
Soa como se o tempo não fosse ser suficiente, como se tudo o que busco será o grande vão de minha existência.
Olhe, não posso me abandonar. Parece fraqueza, mas é sinceridade explícita. E se por um momento eu me deixar de habitar serei tão medíocre quanto os que jamais estiveram em si.
Tenho vocação para crimes, pois roubo de mim mesma estas verdades.
O que será de mim se vivo neste contrário constante?

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