domingo, 1 de março de 2009

Vinte e duas horas e dezoito minutos

Não há virtude de um que seja a semelhança do outro.
São tortos mas são gente, reconheço.
Deslizam as maldades sem controle.
Jamais haverá arte sem racionalizar, emocionar.
Vivem das emoções do carnaval, das folias inventadas.
Rebeliam sobre o desnecessário.
Não haverá um mundo melhor enquanto ele for habitado por humanos.
Tradicionalizam desde o berço e corrompem um todo.
Muitas vezes penso em desistir.
Não sei se serve pra mim tanta falsa devoção.
Não sei se serei feliz numa rotina de buscas, de estipulações.
A vida é construída.
Você a habita e depois a deixa, como inquilinos.
Talvez deve ser por isso que nunca me senti em casa.

Melina.

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