domingo, 26 de abril de 2009

Jogada às 03:02 da manhã.

Tudo que eu mais queria era adentrar em meu calabouço particular e disfrutar de minhas-horas-vazias-buscando-sei-lá-o-quê.
Minha boca não era tão calada, meu olhar não tinha tanto desespero.
Acho mesmo que a vida vai te perseguindo, te corrompendo, te consumindo.
Cada dia me torno mais lúcida e isso me assusta.
Mas não adiantam arrependimentos se o que fiz consiste no que sou, e poderia ser pior, ou melhor. São dúzias de possibilidades, suponho.
Me indago incansávelmente pelo que tenho me tornado. Me encaixo no mínimo comum, e assim, nada supre, nada anestesia, nenhum ser oposto encanta.
Essas coisas não viventes ao meu redor que dizem distrair, afligem.
Por mais que tente, o mundo está imóvel e dolorido para mim.

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