terça-feira, 2 de junho de 2009

Rústico

Esmurrou minha janela esta manhã uma rude saudade.
E adentrou.
Não suporto finais implícitos.
Hesitaste render-se à tua própria vontade: bebeste de teu próprio veneno.
Saboreei por longas horas o gosto das lágrimas e ouvi o contínuo ronco do estômago.
Havia me esquecido desses inícios inesperados de contusões sentimentais.
Do que sinto, és mero analfabeto.
Persegue meu tato firme, confirma a cada instante a ausência tua.
Era doce coincidir contigo.


Escrito em vinte e três de maio de dois mil e nove às 02:05 da manhã.

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