terça-feira, 27 de outubro de 2009

Es corto el amor, y que largo es el olvido...

Te quero mas não quero ninguém. Amanheço mas quero dormir. Sou feliz mas sofro. Raciocino mas sou impulsiva.
Sou um contraste. Meu abismo, minha salvação.
Não espero, só quero, só mantenho esperança, só me entrego no que gosto e não somente no que acredito. Te gosto,
mas tenho medo. Não te creio.
Não me sabem, não me sentem. Sou um imperceptível ponto na massa, na aglomeração de vidas esquecidas, não vividas.
Me usas para alimentar teu desejo, mas quero tudo, ou nada.
Não aceito metades porque sou inteira. Sou eu só e sou muitas. De tantas, todas inomeáveis, inexplicáveis, apenas sentidas.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Days are lazy, days are tired, days are wasted... as I am.

Mastigar uma borracha com gosto de menta para disfarçar a ansiedade. Borracha que, vive mais que você e engana tão
bem quanto. Pedaço de mentira que se mastiga.
Beber água para afogar a sede, amaciar a garganta. Sim, me destrói insistir.
E então, encarar meus olhos fundos e cansados de frente para o espelho. Encarar teu olho grudado no meu, essa
insistência de tentar me ler, não, não vai dar certo. Se nem eu me sei, então não tente me saber. Suas mentiras
são fatais porque são ditas de encontro com meu olhar. E eu vou sempre sofrer por sentir que não sou sentida como
deveria ser. Por favor, saia. Não entre se não souber lidar comigo. Não quero essas idas e vindas, estas facadas
diárias deste sentimento tão doce e tão cruel.
Entrei numa rotina que parece impossível de acabar. Tem sido insuportável amanhecer sempre com fadiga na alma.
Preciso tanto sentir. Preciso tanto provar pra mim mesma que estou viva, que existem os dias de plena felicidade,
os momentos de êxtase sem substâncias, mas não, eles parecem cada vez mais distantes.
Eu imploro: me deixa seguir. Essa dor me regride. Não admito estes meios termos, essa falta de coragem de se
encarar. Tem uma parte em mim que é linda e eu não quero perdê-la.

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