sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Doce peso

Meu caminho é o mesmo, meu tempo é hoje e amanhã, juntos, sem remorsos. Falta em mim o que busco no mundo. Passam em mim todas as possibilidades de ganhos e perdas. Sei nem de mim nem do mundo, só sinto, só acho que passo perto da verdade: não há verdade. Sou de muitos sonhos e poucas palavras. Miro vidas, choro na minha solidão, aprecio o imaterial. Sou mulher no que faço e menina no medo que sinto. Não tenho ordem, só desordem. Conto minha história, paro, retrocedo. Em mim não há arrependimentos. De tudo espremo, de tudo aprecio, de tudo sofro. Já que hoje sou prisioneira de distâncias, vivo num mundo de pensamentos infinitos. De tanto que dizem, pouco ouço. Carreguei com ombros de inocência pesos de vidas gastas: sei de tanto assistir. Quero nunca deixar de ser inquieta. Minhas buscas vão além do que se enxerga, e o que sou também.

5 comentários:

Beatriz disse...

Já é cliche dizer que me vi em seu post! Lindo!
Tudo de bom para você!
Beijoss

Lenna disse...

Eu adorei o escrito.
Profundo, verdadeiro.

Natasha! disse...

Lindo! Adorei.

Babi disse...

Simplesmente profundo, realista e comovente...

Parabéns

Bárbara Gomes

José Ricardo Lima disse...

Parabéns, Melina... Tava no blog de uma amiga e não me arrependi ao clicar em PRÓXIMO BLOG... Caí no seu. Muito bom mesmo. Li alguns textos, quero ler mais.

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