sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Preciso de belezas que me distraiam e simplicidades que me completem. Quanto mais vivo mais sinto saudade. As memórias são traidoras, hoje felicidade, amanhã morte. Não sei bem onde piso, só sei que sinto ausência na distância. Fecho os olhos e os aperto. Tenho a estúpida esperança de que quando os abrir tudo estará passado, sem lembranças ou remorsos. A cada instante pensado sinto extremos incompreensíveis nascendo em mim. Peço que para sempre seja tudo menos agudo, mas reconheço que ferir-se é também crescer. Sobrevivo de tudo que permanece aceso dentro e fora de mim. Quero ocasionalmente intervalos de tempo comigo. Preciso me lembrar de me esquecer antes que seja tarde demais. Dar-me um tempo de paz antes que tudo vire caos. Um dia hei de querer menos. Um dia hei de querer-me e só, sem complementos ou podas. Que a verdadeira busca é interna, e a resposta também.

7 comentários:

Diniz Neto disse...

Lindo o texto. "Preciso me lembrar de me esquecer".

Lenna disse...

Perfeição.

Luanne de Cássia disse...

Sim minha flor, as feridas nos ensinam muita coisa!

BjO

Beatriz disse...

Lindo lindo lindo! "Preciso de belezas que me distraiam e simplicidades que me completem." Sim e sempre!

Feliz 2010 para vc tb com toda sinceridade e carinho. rs

Iasminne Fortes disse...

Melina, eu me quero sem podas, complementos, sentimentos contidos ou qualquer coisa que me faça sentir presa. Teu texto tá lindo e quando te leio sinto que escreve com o coração. =*

Rafael Castellar das Neves disse...

Essas lembranças são como assombrações que nos perseguem, como num pesadelo, não importa para onde corramos....

Concordo que a resposta está dentro, mas duro de encontrar, né?

Gostei!

[]'s

Jackie Kauffman Florianopolis-SC disse...

Sim, minha linda, precisamos de belezas, até para amenizar as dores das podas e de nós mesmas!Lindo texto. Me impactou.

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