terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Quando amo sou como plástico acerca do fogo: contorço, perco a forma, derreto. Me adéquo à aquele ser, como se o que carrego fosse dividido em outro corpo, como se o amor fosse capaz de unificar, transcender. Então, saio não somente como a mulher e seu sexo, mas sim como ser vivente. E vivo. Bebo até o último gole. Assim como morro, também tenho sede. Me amar, então, seria uma entrega e um recebimento, um afrontamento para o outro. Uma possibilidade escassa de acontecer. É tudo demasiado.
Enquanto carrego todo meu excesso, também muito me falta. É por isso que amanheço, planejo, espero: acredito no amor. Cru, virgem, inviolável. Como se fosse uma inquietação provável de me aquietar. É o que me mata, mas também o que me revive.

8 comentários:

Ju Fuzetto disse...

Flor!!

Que lindo, adorei!!

Parabéns pelo espaço!!

Um grande beijo

Deyse Batista disse...

Vida dura essa de quem ama com tanta intensidade, né? Quisera fosse o amor algo que se limitasse ao significado dessa junção de 4 letras; que nada, tem mais segredos aí do que qualquer um imagina.
Belo texto :)
Beijos.

Bel Lobato disse...

Lindo texto! Sempre passo por aqui, mas nem sempre me pronuncio. Aproveito para dizer que adoro teu blog. Escreves bem demais!! =)

bemNeno disse...

Me, acorde sem planejar! Viva intensamente o seu presente!
e com certeza reviva, viva!

sdades e bjos,

bemNENO

dianaBruna disse...

Amor sem excessos, sem entrega, não vale; tem que se jogar, se entregar ao amor.
=*

Eu,Pamela Gama. disse...

me identifiquei muito!

Mariane disse...

plástico-vento.O amor é como o vento. Seja doce ou amargo, a vida sem ele não tem gosto.

Giovanna Iasiniewicz disse...

Um viva aos intensos! :)
Adorei teu texto. Parabéns! :*

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