segunda-feira, 29 de março de 2010

Quero aqueles romances completos. Não me venha querendo devorar meu corpo porque irei devorar-te ainda além: comerei tuas entranhas invisíveis. Quero as pessoas inteiras, mas nem elas se querem assim. Por isso pasto. Como o adubo das noites quietas e sozinhas. Floresço numa conseqüência óbvia: sofro. E se cada dia sem você fosse entorpecente, eu estaria além da overdose. Posta como defunto na pedra fria. Levanto mais cedo, te faço um café. Volto pra cama, espero dar minha hora. Levanto no meio da noite, escrevo um verso que me saltou à cabeça. Lágrimas internas. Queria saber mastigar meu mundo: engulo-o todo.

10 comentários:

NaNa Caê disse...

O pior é quando há o refluxo, não?

Adorei.

Beatriz disse...

Me lembrou um pouco o ultra-romantismo.

Adorei!

beijoss

Amanda Venicio disse...

Perfeito.

Luanne de Cássia disse...

sim, eu tambem engulo-o.
E não é facil ser assim!
ah, não é!

Feliz pascoa^^

Iasminne Fortes disse...

A nossa intensidade às vezes assusta os que são pela metade. Nós é que temos que lamentar por eles e não eles por nós... mesmo com o sofrimento e lágrimas internas.

Adorei, Melina. Como sempre, lindo =*

Camila disse...

me identifiquei muito com seu texto.
amei *-*

Layz Costa disse...

Intenso.
É maravilhoso ler um texto e se entir mergulhado num mundo de sensações, muito fortes, que estão muito bem expressas por você.
;)

É muito raro ler um texto que nos faz sentir o que achamos que as palavras não podem dizer.
beeijo
=*

Layz Costa disse...

ps:. tô seguindo seu blog.
;)

Deyse Batista disse...

''Quero as pessoas inteiras, mas nem elas se querem assim.''

Quer verdade mais dura e seca que essa?
Arrasou :)

Beijos.

Luara Q. disse...

Voce escreve mt bem (:

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