sábado, 12 de junho de 2010

Do Pouco um Tudo

Quero qualquer tentação, uma nova saudade, alguma faísca.
Quem se atreva, me atice, me enxergue num close.
Veneno que sirva de antídoto, gosto que não se acabe em desgosto.
Que me absorva sem frouxidão e não saia na ponta dos pés.
Saiba, meu amor é tímido, metido, feito de revelias.
Sou inabitada de qualquer leviandade.
Não temo pecados, prefiro o fundo ao raso.
Que me tire o sono, me ponha a fome, me trema a voz.
Não me divido com ninguém.
Apenas recebo, concedo, apaixono.
Procuro de tudo um pouco, quero do pouco um tudo.

6 comentários:

Nathy disse...

E que venha de tudo um pouco! Boa sorte! ;)

Maiky disse...

Muito lindo!

Luanne de Cássia disse...

-Estamos a procurar algo que nos arrebate os sentidos, não?

Você expressou essa procura tão poeticamente. Como sempre. Lindo.

beijo

F. Ramos disse...

Sou uma negação tentando escrever comentários, mas vá lá, não poderia deixar de registrar que passei por aqui e me encantei. Digo, me encantou, me encantou a sua habilidade com as palavras. Parabéns.

[ rod ] ® disse...

Que do pouco sugerido revigore algo na luz do meu querer. Que a força que impõe seja a mesma que defende rigor aos imperativos sentidos. Bjs moça!

Layz Costa disse...

Lindo, lindo!
É uma descrição breve e cheia de segredos nas entrelinhas.
:*

Visitas