quinta-feira, 15 de julho de 2010

Eu e muitas.

Estou cansada de me sentir metade. Já me dividi, já recebi, já careci, já transbordei. Algo em mim tem presença por estar sempre ausente.
Já fui tantas, até tantos, até as tampas. Cansei das turbulências. Se pudesse, morreria todas as noites. Amanheceria outra, pra me livrar do erro, pra me livrar de mim.
Passa em mim, feito braços maternos, passa em mim, feito ternura de homem, fica em mim, como posse, como luxo, como esperança, como vida, como complemento, que cansei de ser eu, e muitas.

8 comentários:

Beatriz disse...

Nem me fale!!
Canso de mim e preciso de mim ao mesmo tempo...
Quero ser as muitas que existem em mim, mas a única que sai é essa mesma que já me irrita. rs
...
Gael é pra tudo! E María Elena é um máximo a levarei pra vida toda, assim como sua frase.

beijossss

L disse...

Sim, vc e muitas. E eu.

Layz Costa disse...

Aaaaaaf, meu Deus! hahaha
Esse blog me deixa presa, que coisa linda suas palavras, que coesão, que intensidade.

Nossa, parabéns.
=*

Luanne de Cássia disse...

Cada dia uma nova eu.
Assim me sinto.
Dia menina
Dia mulher
Dia criança de colo
e dias claro,
que quero ser todas, menos eu.

Gosto muito daqui. Suas palavras eu sinto, vem de dentro de ti e me invade.

Lindo

Camilla Lourenço disse...

Belo texto, blog lindo.
(sou péssima com comentarios)

Mas enfim, gostei e pretendo voltar

FERNANDO COSTA disse...

Profundo e reflexivo, um afago ao corpo ou uma navalha a alma?

Disse, e se ouve a distancia, com o peso de uma vasta paixão.

Intensidade delineada em poucas palavras, segredo e multiplicação. Digo; Da esperança que se renova, marca.

Parabéns por expressar aqui tantas e poucas, com tanta graça.

Abraços Fraternos.

O gerente disse...

não se sinta ordinária. na certa nao é!

beijos!

Renata Schwengber disse...

Realmente teu blog é incrível. Vida longa. Espero notícias do teu livro.

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