segunda-feira, 19 de julho de 2010

Fúria

Veja, como sou inconseqüente,
como gosto de tudo que excede, transcende, enlouquece.
Gosto dos riscos e as facas,
o toque e o choque,
o fino e o espesso.
Veja, como sou atrevida,
como gosto de tudo que atinge, suplica, desafia.
Amanheço uma, anoiteço várias.
Veja, como sou mulher e como sou livre.
Olha-me. Receba-me. Entrega-te.

8 comentários:

FERNANDO COSTA disse...

Não a vejo, mas te ouço e quando ouço, sinto!
Gostar de faca, tb gosto, embora nelas há sempre um risco.
Tocar? É a forma mais integra de estar e eis que na dualidade a própria vida. Certo?


E quem será você durante as tardes?

AH! NÃo a vejo, mas sinto e repito,

Sinta-se abraçada porque me fiz de entrega.

Dito por instante de alma...



Saudações Fraternas

Amanda Arrais disse...

Às vezes eu penso se algum dia vou deixar de lado esse masoquismo sentimental de gostar do que fere, do que machuca e rompe com força.

Gosto de extremos também e assim tudo é mais intenso. Sinto que estamos sempre a nos entregar a quem é incapaz de entender essa intensidade.

Lindo =*

dianaBruna disse...

Intensamente intenso!
Lindo@!

βya disse...

que perfeito teu texto adorei teu blog mil bjinhos

Nathy disse...

Você é transparentemente intensa! :)

O gerente disse...

e toda essa furia bem que poderia fazer um belo de um estrago por onde passar.. e eu sei que vou passar mais vezes por aqui.

beijos!

Camilla Lourenço disse...

Como gosto do que dói, mesmo que involuntariamente, as coisas que mais amo são as que me fazem sofrer.

Belo texto...

Mara Thiers disse...

Parabéns pelo blog! Parabéns pela forma leve e forte com que escreve.

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