domingo, 1 de agosto de 2010

Dou-lhe as cartas

Por ele finjo de santa, dou-lhe as iras, faço-me tolerante,
desejo-o como amante.
Por ele cometo loucuras e sobrevivo de carnavais,
sigo os pressentimentos e tudo mais.
Dou-lhe as chaves, deixo de virar mesas, pondero e declino,
arrisco e desatino.
Por ele uso silêncios e gemidos, gritos e cantos.
Jogo pudores no lixo, queimo o explícito, venero o mistério.
Por ele me mostro em doses menores e aprendo a calma.
Ele que volte, contorça, me encare.
Não mudo por ele, e nem por ninguém.
Convenço, converto, carrego.
Não caibo nesses limites.

7 comentários:

Luara Q. disse...

escreves muito bem!

O gerente disse...

que linda a entrega!

beijos!

FERNANDO COSTA disse...

" Dualidades E Limites "

O universo das vontades é mesmo mágico e bem resolvido.

Hora é silêncio que espanta, hora espantado grito !

Pérola Anjos disse...

Mudar, mas nunca perder-se de si.

Passeando achei o seu cantinho e gostei muito daqui!
Voltarei...

Beijo doce!

João Aranha disse...

Simplesmente forte. Fortemente lindo. Lindamente simples. Muito bom! Parabéns! Beijo. João Aranha.

Jackie Kauffman Florianopolis-SC disse...

Que bom que tu não cabes dentro das prisões dos limites....Continua voando Mel... Bj

Mara Thiers disse...

Melina, o teu cantinho também é bem especial, veja só como tu escreves...
Sempre dou uma olhadinha. Gosto muito!
Moro sim nessa terrinha maravilhOSA de nome Fortaleza...
Bju grande!

Visitas