terça-feira, 26 de outubro de 2010

Gula

Não presto
pra nada que dure
nada que prometa
nada que pressione
nada que não impressione
nenhum pra sempre
nenhum talvez
nenhuma dor sem razão
nenhuma razão sem loucura
nenhum amor por razão
nada que me rume
nada que me arrume
nada que me corte
nada que me detenha.
Não presto
pra homens censurados
homens calados
homens ocos
gentes retas
gentes certas
gentes quietas
e nenhum gênero de covardia.
Tenho coragem e dou as caras ao tapa.
Hão de me amar pelas beiradas,
comendo o meio,
olhando a cara e lambendo os beiços.

4 comentários:

FERNANDO COSTA disse...

Muito Bom - Autenticidade é tudo !

Saudações especiais aos que tu prestas.

Garota paradoxo disse...

Sempre passo por aqui e sempre me encanto com seus textos, com sua facilidade em expressar seus sentimentos.Adorei!

Elen Abreu disse...

Oiii
Muito lindo
Vc que faz tudo que posta aqui no seu blog?
Muito bom
Te sigo
Bjos

[ rod ] ® disse...

O prestar é um verbo bem relativo.

Bjs moça.

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