sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Divisão

Às vezes paro
absurda, inconsolada,
abrindo com urgência o peito,
revirando pra ver se acho conserto,
paradeiro, síntese, maneira.
Às vezes paro
perplexa, revolta.
Se eu fosse, quem me sentiria ausente?
Eu neste mundo, o que faço?
Quem teceu essas linhas tortas,
vidas confusas, cantos, versos,
acidentes, noites de chuva,
horas extras, fome e dor?
O que de tão grave me acontece
que nada se resolve em mim e nem
se encaixa aos outros?
Por que é que amo torto, tombando
à demasia ou ao nada?
A solidão me calça como sapatos
e os desejos me vestem nas pernas.
Sou oca de entendimento.

4 comentários:

Jamil S.P. disse...

Opa, vazia de entendimento mas plena de sentimento!
Melina, um 2011 muito próspero a você e com bastante alegria!
Beijos!

Natural.Origin disse...

Entendimento...

Sorriso:)

Ministério da saúde disse...

Olá Blogueiro,

As enchentes fizeram centenas de vítimas nos últimos dias. Para impedir que a situação se agrave é preciso que os sobreviventes saibam como lidar com esta realidade e tomar as medidas de prevenção necessárias para evitar doenças graves. E você, blogueiro, pode ser nosso parceiro nessa divulgação e nos ajudar a salvar vidas. Caso queira participar desta ação, entre em contato com ocomunicacao@saude.gov.br que enviaremos o material necessário.

Naju disse...

Arrebatadoras palavras... Gostei muito do teu blog também. Merci pelo comentário no meu. Bises.

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