segunda-feira, 29 de março de 2010

Quero aqueles romances completos. Não me venha querendo devorar meu corpo porque irei devorar-te ainda além: comerei tuas entranhas invisíveis. Quero as pessoas inteiras, mas nem elas se querem assim. Por isso pasto. Como o adubo das noites quietas e sozinhas. Floresço numa conseqüência óbvia: sofro. E se cada dia sem você fosse entorpecente, eu estaria além da overdose. Posta como defunto na pedra fria. Levanto mais cedo, te faço um café. Volto pra cama, espero dar minha hora. Levanto no meio da noite, escrevo um verso que me saltou à cabeça. Lágrimas internas. Queria saber mastigar meu mundo: engulo-o todo.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Foi naquele sábado cedo que descobri que não sirvo. Não para os mesmos lugares, as mesmas pessoas, os mesmos sofrimentos, as mesmas ternuras. Aqui tudo é plural.
Entrou, deixa a porta aberta que o mundo é meu achego. Quero para estes dias, sutilezas internas,
e o descompromisso de aturar tudo o tempo todo. Todo minuto é um: sou só começos.

sábado, 6 de março de 2010

Avisei-te ainda estes dias do tamanho perigo que era encontrar-me assim de olhar viajado. Não que em algum momento meus olhos anunciassem estarem cravados nesta terra, mas sim que, quando começam a dizer, é porque um dilúvio há de vir. E dizer não é como voar é aos pássaros. Ultrapassa todo o extinto e destina-se ao exercício. Alerto: é preciso muito mais do que um par de ouvidos para me ouvir. É o toque sem tato. E em mim sempre há algo pronto para nascer.

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