quinta-feira, 3 de março de 2011

I

Quero chapar a cara
de amor que nutra
e me diga hoje
que me quer amanhã.

II

Perdoa minha ingratidão suja
de menina-mulher abismada:
meu desespero é árido
de cabeça erguida
peito arfado
e olho no olho.

Não sou nada e minha culpa é a de viver tentando.

6 comentários:

Sabiana M. disse...

Compartilho desta culpa, contigo!

Adorei o ritmo do texto!
bjus

cris disse...

Muuuito bom, Melina!
Beijo,
Cris

Bianca Morais / Faith disse...

olá, como vai?
Adorei seu blog, agora que voltei ao mundo blogueiro vou sempre vir aqui!
Aliás, adorei o texto. Bem filosófico e poético, parabéns!

Espero que teu carnaval tenha sido ótimo flor, e te convido pra participar de um pequeno debate que abri no meu blog sobre este tema! ^^

Beijos

Alice, sem país, nem maravilhas. disse...

Leio desde sempre, nunca comentei.
Mas parabéns mesmo, espero que o livro saia como você deseja, e espero ter o meu exemplar. Admiro o modo que você lida com as palavras Melina.
E sobre esta culpa, partilho da mesma.
Um beijo

FERNANDO COSTA disse...

Pois Sois;
O pouco que este olho alcança feito a esperança em você mulher.

E já que chego em lira; Cedo e desmedida, como a eucaristia de quem leva Fé?

Também quero este amor de gritos,
porque tanto faz se querer de mais foi pedir-te abrigo ? ! ?

Bem nas horas tantas, que a carne em chamas fez-te mais que amigo.

Digo; Olho-No-Olho é sempre lindo!!!

Mayara Almeida disse...

Triste de nós que vivemos tentando. A gente sempre sofre (inevitávelmente) mais.

Bjs.

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