terça-feira, 10 de maio de 2011

Miséria

As gentes me ferem
quando falam de si
e eu me ponho em soluços
porque sou demais minha
e sei tanto de mim
que é como labirinto:
já não tenho saída.
A suficiência não está
em se pintar por fora
pra se fingir por dentro
assim estou crua
de pés pelados
arranquei a roupa da vontade
e me coloquei pra descansar
entre lençóis brancos
sentindo teu cheiro de chuva
pedi antes que me levasse pra casa
me desse um filho
e três dias te olhando de graça.
Acabei entreaberta
me esfregando na saudade.

Ps: Mais de mim no site da Editora Patuá.

3 comentários:

Bruna Dayane Sagaz disse...

É dessa forma que me sinto quando penso em uma certa pessoa.



http://brunadayanesagaz.blogspot.com/

Fred Caju disse...

Melina, estou acabando de chegar por aqui e estou impressionado, vou dar uma boa vasculhada em seu histórico. Parabéns!

Juan Moravagine Carneiro disse...

Gosto!

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