quarta-feira, 29 de junho de 2011

ando sem paciência
atravessando a avenida
no cantinho da calçada
sentada no meio fio
pressa de ser
cansaço próprio
de insuficiência
verso sujo
verbo escarrado
não aguento mais
minha poesia
e a falta dela
e a dele
e a minha.
não me sobra nada:
fico resto.

2 comentários:

Júlia Brum disse...

lindo

Mariana disse...

Estava tentando entender a poesia e queria saber se o autor poderia fazer uma pequena explicação.
Eu sempre vou a livrarias em Itaim Bibi porque tenho o habito da leitura.

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