sexta-feira, 8 de julho de 2011

Interlúdio

Sou outra agora

nova

cretina de amores sim

mas não mais devota

nem benevolente

sou humana nas ruas

e poeta na cama

porque não quero que me vejam nua

nem que me adentrem

que me julguem ou me consertem

quero meu erro sangrando na língua

meu silêncio coçando nas tuas orelhas.

O que me estraga é ser mulher

e se fosse homem seria o mesmo

sujo canalha ríspido raso.

Suplico: não quero mais ser humana.

6 comentários:

Raphael Dimitri disse...

Queria poder não ser também...

Parabéns!

psput disse...

Perfeito!

apaixao-desconceito disse...

Tão belo, um estado de ser poético e latente. Muito bom!
AP

Andy disse...

Menschlich, allzu menschlich.

Ciro Hamen disse...

Oi Melina. Estou acompanhando seu blog e gosto das suas poesias. Também faço um convite para que dê uma olhada no meu. Comecei a compartilhar há pouco o que escrevo. O endereço: http://www.memoriasdomarpreto.blogspot.com

beijos!

Damiris Lima disse...

ameeeeei! :)

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