domingo, 20 de novembro de 2011

Contradicción

espero um telefonema
do outro lado do continente
aliso os dentes com a língua
aperto o bico dos seios
com a ponta dos dedos
me distraio na noite
com qualquer porcaria estrangeira
divagando devagar
qualquer coisa que lembre
voz grossa
tipo canalha, insólito
do jeito que meu sadismo gosta
olho por olho
acho que não me vê
tua boca sequer
sabe pronunciar meu nome
deixo um aviso dependurado
no espelho do banheiro:
"entra em mim.
se ao contrário eu entrar em você,
não saio mais"

2 comentários:

Moran, andarilho disse...

Melina,
não sou escravo do tempo, mas sou mortificado por horas que teimam em não passar. Como quando estamos esperando uma voz,um olhar que abrande a espera. Gostei de aportar aqui... penso que voltarei.
Bjs

FERNANDO COSTA disse...

Depois de entrar???

Por favor, Fique !!!

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