segunda-feira, 26 de março de 2012

Quando a campainha tocou hoje pela manhã, eu me dei conta do quanto já estava dentro do que não imaginava. O coração correu, a boca secou. Eram flores e não eram tuas, e nem das tuas mãos. Era de outro. Acho que são esses os que me querem, os que não me conhecem, apenas reconhecem. É de farsa minha face. Sou delicada e avassaladora. Só me ama quem não me suspeita. Só me arrisca quem não me suporta. Só fica na minha vida quem me comporta: ninguém, nem eu mesma.

5 comentários:

oasisdeasas disse...

Não enterra no peito a alma e as intenções, admira debaixo. Ao longe uma sombra, que bela! Das minhas verdades, mal conheço eu todas elas, tantas e tão lindas e tão finas, afiadas.

Will Carvalho disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Will Carvalho disse...

Eu poderia despejar minhas impressões a respeito do que você disse, ou escre "que belo texto esse!". Mas só o que quero dizer agora é: como eu gosto de ler o que você escreve!

castanhamecanica disse...

Saudações quem aqui posta e quem aqui visita.
É uma mensagem “ctrl V + ctrl C”, mas a causa é nobre.
Trata-se da divulgação de um serviço de prestação editorial independente e distribuição de e-books de poesia & afins. Para saber mais, visitem o sítio do projeto.

CASTANHA MECÂNICA - http://castanhamecanica.wordpress.com/

Que toda poesia seja livre!
Fred Caju

Monique Goulart disse...

Gostei do texto! Gostei também do blog. Você sabe usar as palavras muito bem! Virei seguidora. :)

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