terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Ele me pediu pra fazer poesia
e não ser poeta.
Eu quero ser linda, disse.
Não quero ser santa
e nem pretendo tentar.
Te amo ou te odeio
não me pergunte sobre meios termos.
Meu corpo não é virgem: dou-te de brinde.
Minha alma é casta, não sabe.
Sou toda virgem de entregas.
Faço de mim pessoa que não sei conter.
Essência não é armadilha.
É caráter, repito.
Te faço um café e te conto meus planos.
Mas  não me elogie as curvas.
Se sou faminta é mais por mim do que por ti.
Os homens teatrais me amam
e eu que sou mulher literária não tenho palco:
tenho páginas brancas.
Não que eu te queira pra sempre,
mas sim que acumulo excessos.
São as distâncias que me fazem perfeita -
de perto sou mulher Shakespeariana.
Fragile but woman
dançando tango no teto
amém.

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